Integrantes de uma quadrilha especializada, que movimentou aproximadamente R$ 13 milhões em fraudes bancárias no Rio de Janeiro, foram identificados pela polícia. Acredita-se que o dinheiro era desviado principalmente de idosos e pessoas com grandes movimentações em conta.
Na quadrilha há ainda um sargento da PM, dois gerentes de banco, um capitão e um policial civil. Todos os nomes tiveram as prisões preventivas decretadas pelo Tribunal de Justiça do Rio.
Qual é a acusação?
Segundo a polícia, a quadrilha agia principalmente a partir de informações que os gerentes repassavam. Eles ficavam encarregados de apontar para o bando nomes e informações de pessoas que movimentavam altas quantias em aplicações e contas.
Após receber as informações necessárias, eles desviavam talões de cheque e faziam os saques. Também usavam um software para clonar cartões e realizar compras de empresas que eram de membros da própria quadrilha ou eram criadas em nome de laranjas.
Como se deu a identificação?
A ação, nomeada de Operação Veritas, contou com a ajuda do Ministério da Justiça e Segurança Pública para identificar o bando. A finalidade da operação também foi cumprir 15 mandados de prisão, 17 de busca, apreensão e um bloqueio de quase R$ 13,5 milhões nas contas bancárias dos suspeitos.
Como funcionam os golpes?
O grupo criminoso realizava saques fraudulentos se passando pelos clientes, em grande maioria idosos, e efetuavam desvios de cheques e recebimento de pensões.
A quadrilha era altamente estruturada e seguiam à risca na divisão de tarefas. Foi apontado existirem pessoas no bando que sacavam os cheques falsificados e a outra parte usava um software importado que acelerava a liberação de cartões clonados.
O sucesso do grupo dava-se principalmente por contarem com a ajuda dos gerentes, que tinham como papel, apontar as vítimas em potencial para o plano. Os policiais auxiliaram na hora de transportar o dinheiro roubado.
Marcelo Rubioli, juiz da Primeira Vara Especializada da Capital, confirmou o confisco de bens móveis e imóveis dos integrantes. Além disso, também houve o bloqueio de nove contas bancárias.
Todos os investigados foram indiciados por crimes como lavagem de dinheiro, estelionato e organização criminosa. De todos os nomes citados até o momento, um oficial da PM é o único foragido.