Quais são os níveis de governança corporativa

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As questões de governança corporativa estão se tornando cada vez mais importantes no mundo dos negócios.

Além disso, para permitir aos investidores definir com mais clareza quais empresas estão mais avançadas nesse quesito, a Bovespa criou diferentes níveis para medir a governança corporativa das empresas listadas no Brasil.

No entanto, para muitos investidores, ainda existem muitas dúvidas sobre essa classificação, incluindo Classe I e Classe II e Novo Mercado.

Porque o novo mercado é considerado o melhor nível de governança? Para responder a essa e outras perguntas, entenda as diferenças e descubra as últimas classificações de empresas na Bovespa.

Vale ressaltar que os dois primeiros níveis de investimento (I e II) são o que a Bovespa denomina de diferenciados de governança corporativa, que visam, gradativamente, estimular e preparar as empresas para o ingresso em novos mercados.

As empresas participantes se esforçam para melhorar seu relacionamento com os investidores e aumentar seu potencial de valorização de ativos.

Nível I: mais informações e dispersão acionária

As empresas de Nível 1 estão principalmente comprometidas em melhorar a prestação de informações ao mercado e a dispersão de ações.

De acordo com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), as principais práticas incluem a manutenção de um mínimo de ações em circulação (representando 25% do capital), a oferta pública de ações para diversificação do capital e a melhoria da divulgação das informações trimestrais.

As práticas obrigatórias neste nível incluem a divulgação de informações contratuais com partes relacionadas, divulgação de acordos de acionistas e planos de opção de compra de ações e um calendário anual de atividades da empresa.

Nível II: Mais algumas exigências

Para o segundo nível de classificação, a empresa deve atender aos requisitos do primeiro nível, além de adotar outras práticas de governança e os direitos adicionais dos acionistas minoritários.

As normas incluem um prazo uniforme de um ano para todo o conselho de administração; fornecimento de um balanço anual em conformidade com as normas internacionais de contabilidade, como US GAAP ou IASB; e a extensão das mesmas condições que o controlador obtém ao vender o controle da empresa aos acionistas ordinários.

Para os detentores de ações preferenciais, o direito é de no mínimo 70% do valor.

Outros requisitos para a participação no segundo nível incluem o direito de voto em certas questões de ações preferenciais; a obrigação de comprar ações emitidas em caso de cancelamento de registro; e participar de um tribunal de arbitragem para resolver conflitos societários.

Novo Mercado

O Novo Mercado faz parte da Bovespa com regras de listagem diferenciadas para as ações de empresas que têm o compromisso de adotar práticas de governança corporativa e divulgação mais consistentes, além das exigências legais.

São fatores que avaliam o grau de proteção do investidor portanto, afetam sua percepção de risco e o custo de capital da empresa. Portanto, o novo mercado visa aumentar a credibilidade dos investimentos realizados em bolsas de valores.

De modo geral, as empresas participantes devem atender aos requisitos das duas etapas preparatórias do novo mercado, além de outros fatores, como a emissão exclusiva de ações ordinárias; o conselho de administração tem pelo menos cinco membros com mandato unificado de um ano; a apresentação do fluxo de caixa; o acionista controlador ou a administração da empresa Negociações envolvendo ativos da empresa e derivativos emitidos por pessoas.

Com o aumento do número de novas ações emitidas e o consequente aumento do número de empresas listadas em Bolsa, mais empresas passaram a fazer parte deste seleto grupo. Atualmente, 30 empresas se enquadram nessa categoria.

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