acordo da basileia o que e e como funciona

Acordo da basileia: o que é e como funciona?

O Acordo da Basileia é a principal dessas medidas que, devido à modernização do sistema financeiro mundial, os órgãos que ditam este, tiveram que adotar para regular e impor limites comuns para todo o mercado financeiro.

Mas o que é esse acordo da basileia e como ele funciona? Neste artigo, falaremos um pouco sobre este acordo e entenderemos a sua importância para o mercado financeiro mundial. Boa leitura!

O que é o Acordo da Basileia?

Devido à grande modernização, o sistema financeiro mundial foi integrado em uma gigantesca e única estrutura. Isso fez com que surgisse a necessidade de impor limites comuns para todas as instituições financeiras.

Foi então que em 1988, criaram o Acordo da Basileia, que recebeu esse nome por ter sido criado na cidade de Basileia, na Suíça. 

A iniciativa de criação desse acordo surgiu por parte do Comitê da Basileia, que queria criar um tratado global que regulamentasse o funcionamento de todos os bancos e instituições financeiras do mundo. 

O intuito principal do Acordo da Basileia era fornecer mais segurança para o sistema bancário e, com isso, preservar toda a economia global. O acordo possui duas grandes medidas muito importantes:

A primeira medida era a criação de uma série de medidas em comum que serviam como uma espécie de termômetro de risco de crédito para todas as operações do mercado financeiro.

A segunda medida tinha o intuito de obrigar todas as instituições financeiras a manterem pelo menos um índice mínimo de capital depositado no caixa. 

Essa iniciativa foi aprovada e mais de 100 países apoiaram a ideia e hoje ela é um dos grandes pilares reguladores do mercado financeiro.

Por que foi criado o Acordo da Basileia?

O acordo da Basileia foi criado com o objetivo principal de discutir questões importantes sobre o sistema financeiro e evitar colapsos na economia mundial.

O Comitê que formulou o acordo estabeleceu várias medidas e limites comuns que ajudaram os bancos e instituições financeiras a terem um equilíbrio entre si, quando o assunto era direitos.

Esse acordo gerou bastante solidez para o sistema bancário mundial e até hoje é visto como um dos maiores acordos financeiros da história do sistema financeiro.

Quais são as metas do Acordo da Basileia?

A principal meta do acordo da Basileia era criar mais solidez e segurança para o sistema financeiro mundial. E esse objetivo parece ter sido alcançado, já que após a sua criação, o mercado bancário mundial passou por grandes melhorias.

Após o acordo, as instituições bancárias passaram a ter um melhor gerenciamento de carteira e criaram várias medidas para concessão de créditos mais responsáveis.

Mas durante a grande crise de 2008, o Comitê chegou à conclusão de que o acordo ainda não era bom o suficiente. Então criaram o acordo da Basileia II e um tempo depois o III, que criou regras mais rígidas para as instituições e gerou um controle bem maior sobre o mercado financeiro.

O acordo renova-se constantemente e se adéqua a tecnologia e regras do tempo, já que o mercado está em constante mudança.

Como o Acordo da Basileia afeta os bancos?

O acordo da basileia criou várias regras que gerou muitas mudanças na estrutura dos bancos. A primeira grande mudança foi no valor mínimo do patrimônio, como a porcentagem de ativos, que aumentou de 2% para 4,5%.

Criou-se também um “buffer” extra de 2,5% que passou a ser exigido, o que aumentou os requisitos de capital para 7%.

O buffer é geralmente usado em períodos de estresse financeiro, mas os bancos que utilizam esse buffer geralmente enfrentam grandes restrições na capacidade de pagar dividendos e de implantar capital.

Também, é possível que, com o passar dos anos, os bancos se tornem menos lucrativos, em parte, muito por causa dessas regulamentações.

O acordo da basileia sem dúvidas revolucionou o sistema financeiro mundial, e facilitou a vida de todas as pessoas ao redor do mundo. E a tendência é que o acordo sempre se renove e se adéque às melhorias do tempo.


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